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- Gravuras - GaleriaB |
A técnica da gravura entre os séculos XV a XVIII |
Relacionado a técnica podemos destacar que o sombreamento foi explorado primeiramente por alguns italianos e uma primitiva escola Alemã. Pollaiolo e Mantegna estudaram profundamente a técnica de sombrear e desenvolveram uma técnica que utilizava linhas inclinadas e paralelas que corriam da esquerda para direita sem considerar a linha da impressão contida na gravura.
Gravura de Mantegna (Estilo Italiano) Os alemães utilizavam um sombreamento com linhas que contornavam a figura como é visto em Dürer e Schongauer. Os italianos se dedicavam mais ao desenho do que a sombra, e utilizavam um método rápido que apenas intensificava a tridimensionalidade.
Gravura de Durer (Estilo Alemão) Os alemães não gostavam do vazio pictórico, eles acreditavam em linhas que iam de um lado a outro da gravura. Os italianos já viam o espaço vazio como elos correlacionados na figura.
Gravura de Mantegna (Técnica Italiana explorando os espaços vazios. Assim os italianos com uma visão mais adequada de espaço conseguiram atingir uma melhor tridimensionalidade na gravura em relação aos alemães que não aceitavam espaços vazios em suas gravuras, eles amontoavam uma linha sobre as outras. Dürer era da escola Alemã e se destacou em elaborar um sistema de perspectiva que supunha uma negativa sistemática de homogeneidade do espaço. Grande parte do peculiar caráter psicológico de sua obra se deve a isso.
Gravura de Durer - Casa de Estudo de São Jerônimo Dürer quando copiava Mantegna se negava a ajustar sua estrutura linear, ele refazia o desenho.
Gravura de Durer - Original
Gravura de Mantegna - Cópia Marco Antônio foi outro grande gravador, ele inventou uma técnica de sombrear com uma série de texturas localizadas sobre as protuberâncias e as depressões provocadas na superfície da lâmina. Era parecido com um tipo de desenho utilizado em mapas geodésicos. Esse desenvolvimento da técnica lhe deu prestígio durante um longo tempo. O processo de gravação era formado por uma equipe com diversas funções, a gravura tinha um caráter comercial e era tratado como uma manufatura. Tinha o pintor que pintava o quadro que o passava para o desenhista que copiava em branco e preto, assim era passado para o gravador que transferia o desenho para uma chapa de ferro e dava para o impressor imprimir. A gravura nessa época como dito anteriormente era voltada totalmente para a parte comercial, era sempre utilizada como uma forma de copia e não como a arte em si. O projeto era passado em muitas mãos isso ajudava a interferir no resultado final. Nunca a gravura era idêntica ao desenho copiado.
DuPont
Van Dyck A gravura tinha uma sintaxe própria que era estabelecido de acordo com os padrões comerciais, as linhas eram sempre as mesmas, a forma totalmente padronizada como na imagem acima de DuPont. já a imagem de Van Dyck, possuí traços bem mais soltos e artísticos, Van Dyck procuva mais a criação do que a técnica e a reprodução. A linguagem da gravura era estabelcida como mostra a imagem de DuPont, que era uma imagem comercial, na qual era comprendida pela maior parte das pessoas, pois era carrega de símbolos na qual estabeleciam um entendimento. Nesse momento a sintaxe da imagem se iguala a sintaxe da linguagem escrita na qual existe uma ordem correta dos símbolos estabelecido previamente.
Escrito por: Wilton Renato Pedroso - wiltao@hotmail.com |
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