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O símbolo e a gravura |
O símbolo foi amplamente utilizado pela humanidade a fim de comunicar e transferir pensamento e informação. Um prévio conhecimento para o seu entendimento foi essencial para compreensão do pensamento. Duas formas de representação foram utilizadas, a escrita com seus símbolos determinados e correlacionados e no seu extremo a imagem visual composta por símbolos que não detinham uma correlação direta e definida, mas que necessitava de um prévio conhecimento do objeto e o conceito que o compunha.
Kosuth A figura acima mostra através da obra de Kosuth 3 símbolos diferentes. Kosuth mostra uma imagem de uma cadeira, uma cadeira e a definição do dicionário para cadeira. Através dessa imagem ele representa a diferença existente entre cada símbolo. A linguagem racionalista que a maior parte das gravuras continham eram simbólicas e representativas. A pureza e perfeita sequências de repetições nos traços eram claros e presos. A gravura adquiriu uma linguagem racionalista que durou muito tempo, sua forma era geométrica e pré-estabelecida, e não possibilitava uma exploração muito mais interessante. Foi uma tirania que durou séculos, e suas conseqüências refletem no entendimento das percepções visuais que foram estabelecidas até aquela época e a pessoa que não se ajustava a essa maneira de pensar e produzir, era estigmatizado como um não-artista.
A gravura continha um intuito de reprodução e não de criação, por isso talvez eram criadas regras que estabeleciam de como a qualidade de uma gravura tinha que ser.
Escrito por: Wilton Renato Pedroso - wiltao@hotmail.com
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