Após os estudos elementares e secundários em Castiglione e Pisa, formou-se em pintura pela «Real Academia Passaglia» de Lucca, onde após sua graduação substituiu seu professor Pio Semeghini. Sua formação foi baseada na clara interpretação do principio que norteou o «ritorno all'ordine» que no entender da vanguarda intelectual italiana da época baseava-se na (1) precisão da composição cuja essencialidade do assunto era sujeita a uma simplificação purista, (2) na decisiva escolha da sobriedade da cor e (3) na firmeza do traço que deveria eliminar a incerteza cênica. O convívio com as nossas formas e cores tropicais inicialmente abrandaram seus traços, dando lugar a figuras de delineamento moderno que podiam inscrever-se em simples formas geométricas, para depois influenciarem decididamente no aparecimento de um rico colorido.
De 1924-1929, o artista executou os primeiros murais a tempera na Itália e revisitou a obra de Ottone Rosai - que já era um dos pilares da cultura italiana do «Novecento Toscano» - Sironi e Carrà e, através deles, começa a reler e reinterpretar como se procurou reabilitar a arte moderna italiana substituindo o nudismo afro-picassiano e as divisões constitutivas cubo-futurista da Paris Pós-Impressionista. Mas a fonte de inspiração de Pennacchi tangenciou Masolino da Panicale para concentrar-se na cor e na tridimensionalidade da pintura executada sobre um fundo real, e muitas vezes reconhecível, de Giotto, Masaccio e Piero della Francesca. Ainda na década de 1930, recebeu duas vezes a «Grande Medalha de Prata» no «Salão Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro» e no «Salão de Belas Artes de São Paulo». Em 1938-1939 iniciou a pintura de murais a óleo que rapidamente evoluíram para os «murais afresco».
Durante o período 1939-1959, dedicou-se à pintura «afresco», tendo concebido o projeto arquitetônico e todos os afrescos que compõe a decoração interna da Igreja NS da Paz, fundamental para a integração harmônica entre a arquitetura e a pintura que, no caso, atribuia à arte a função social de comunicação e educação coletiva.
Outras obras «afresco» são representadas pelo conjunto de afrescos do Hotel Toriba, pelos três grandes afrescos na Catedral e Palácio Episcopal de Uruguaiana, dezenas de outros espalhados pelas residências e prédios comerciais em Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, Ribeirão Pires, Mauá; além de suas duas residências em Santo Amaro e no Jardim Europa, das quais também executou todo o projeto arquitetônico. Para aquela última residência, Pennacchi projetou todas as portas, janelas, móveis, louças, etc. chegando mesmo a decorar, com assuntos e cenas pertinentes, os azulejos da cozinha e banheiros.
Em 1952 recebeu a «Medalha de Ouro» no «Salão Paulista de Arte Moderna»; e, na mesma década, inicia os estudos e pesquisas relativas às argilas brasileiras e à cerâmica policromada. Em 1973, sua retrospectiva contemplando 40 anos de pintura, é organizada pelo Professor PM Bardi, no MASP, em São Paulo.
O diuturno ritmo de trabalho continuou até 1987 quando comemorou o sexagésimo aniversario de sua produção artística. Os anos subseqüentes foram marcados por uma série de enfermidades que reduziram sua produção e que posteriormente causaram sua morte, em outubro de 1992.