"A obra de Cláudio Tozzi, iniciada nos anos 60, merece e justifica a edição deste site que, mesmo de forma não exaustiva, reúne obra de diversos períodos - desde os seus primeiros trabalhos até algumas realizadas recentemente - possibilita uma visão de conjunto de suas múltiplas fases.
É necessário ressaltar, no entanto, que este site não traz consigo a idéia de obra acabada ou de retrospectiva. Chega em meio a seu caminho artístico, refletindo uma obra em constante processo, mas já bastante ampla e expressiva para ser registrada.
Os trabalhos aqui reunidos mostram um artista que vem, cotidianamente, há três décadas, construindo uma linguagem complexa, rica na sua diversidade, mas coerente no seu conjunto, que revela experiências sucessivas, envolve criatividade, projeto e reflexão.
Cláudio Tozzi é um artista que, na sua maturidade, não abdica de sua vitalidade na busca de novos caminhos; mas também em seus trabalhos os elementos que sempre os caracterizam: por um lado, uma grande qualidade gráfica e bem cuidada plasticidade; por outro, um projeto prévio e deliberado, que resulta em uma obra construída e racional, e não da mera emoção ou da intuição."
1944
Claudio Tozzi nasceu em São Paulo, onde vive, em outubro.
1956 a 1962
Estuda no Colégio Aplicação da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.
1963
Início de sua carreira. Participa do XI Salão de Arte Moderna, vencendo o concurso de cartazes dessa exposição.
1964
Entra na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde trabalha até hoje como professor.
1966
Aparece em diversas mostras coletivas. Participa de exposição e debates na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo. Monta o ateliê da rua Minas Gerais.
1967
Faz a série de pinturas Bandido da Luz Vermelha, trabalhos com a mesma linguagem da história em quadrinhos, iluminados por facho de luz vermelha rotativo. Participa da IX Bienal de São Paulo. Expõe no IV Salão Nacional de Arte Contemporânea (Brasília), onde seu painel Guevara Vivo ou Morto é parcialmente destruído.
1968
Participa da Manifestação coletiva “Bandeiras e Estandartes” na Praça General Osório, Rio de Janeiro. Participa da Mostra “O Artista Brasileiro e a Iconografia de Massa”, na Escola Superior de Desenho Industrial, e do Salão Esso de Artistas Jovens, no Museu de ]Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em Belém, apresenta a série Bandido da Luz Vermelha na Primeira Cultural de Belém, com exposição e debate em praça pública. Representa o Brasil no Prêmio Latino Americano Codex, em Buenos Aires.
1969
Participa da X Bienal de São Paulo, onde expõe os painéis Multidões, de grandes formatos, que documentavam cenas e manifestações políticas da época, pintados em 1968. Em Salvador, expõe na II Bienal Nacional de Artes Plásticas. Realiza viagem de estudos à Europa, integrando a equipe Tusp no Festival de Nancy. Inicia as séries Astronautas e Módulos Lunares, executadas com tintas industriais.
1970
Recebe o Prêmio de aquisição na mostra Jovem Arte Contemporânea do Museu de Arte Contemporânea, em São Paulo e participa do Salão São Paulo de Arte Contemporânea
1971
Individual na Galeria Ars Mobile, em São Paulo. É convidado para a Bienal Internacional del Deporte, em Barcelona, e para o Panorama Atual da Arte Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Inicia série de pinturas e objetos Parafusos.
1972
Faz o painel Zebra na lateral de um prédio na Praça da República, em São Paulo. Participa da mostra “Arte Brasil Hoje – 50 Anos Depois” na Galeria Collectio. Integra a Exposição Internacional de Gravura Nugrasp no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1973
Inicia a série de obras com matérias naturais aglomeradas em caixa de acrílico, que mostra na Galeria Ralph Camargo, em São Paulo. Realiza múltiplos executados em película super-8 e participa da “Expoprojeção 73”. Edita o álbum de serigrafias de São Paulo Post-Scriptum com Rubens Gerchman. Participa de coletiva na Fundação Cultural do Distrito Federal. Recebe prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte.
1974
Integra a mostra “Prospectiva 74” no Museu de Arte Contemporânea da USP. Participa da exposição “Vanguarda Brasileña” no CAYC, em Buenos Aires, e da mostra “Arte de Sistemas en América Latina”, no Institute of Contemporary Art, em Londres.
1975
Realiza exposição individual intitulada “Cor/Pigmento/Luz” na Galeria Bonfiglioli, São Paulo. Participa do Festival Due Mondi, em Spoleto, Itália. Recebe o Prêmio Guarantã de viagem ao exterior da Associação Brasileira de Críticos de Arte.
1976
Integra a representação brasileira na Bienal de Veneza com mostra no Pavilhão Brasileiro. Participa da Bienal Americana de Cali, na Colômbia, e da exposição “Arte Agora” no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1977
Participa da exposição “Latin América 76” na Fundación Juan Miró, Barcelona. Recebe convite para participar da mostra “Arte Actual de Iberoamerica” no Instituto de Cultura Hispânica, em Madri. Realiza exposição no Escritório de Arte Magalhães Gouvea, em São Paulo, e na Galeria Artespaço, em Recife. Transfere seu ateliê para a rua Franco da Rocha, em Perdizes.
1978
Realiza exposição individual na Escola de Artes Visuais no Parque Lage, Rio de Janeiro, onde monta mesa de impressão e mostra o processo ao público. Integra a mostra “15 Artistas Jovens” no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires. Participa da mostra “Objeto na Arte – Brasil Anos 60”, no Museu de Arte Brasileira, em São Paulo.
1979
Executa painel na Estação Sé do metrô paulistano. Realiza exposição individual no Núcleo de Arte Contemporânea, em João Pessoa. Participa da mostra “Matrizes, Filiais e Cia.” No Sesc Vilanova, em São Paulo. Integra a representação brasileira na Trienal Latino-Americana del Grabado, em Buenos Aires. Recebe prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.
1980
Escolhido para integrar a mostra “Dez Pintores Anos 70 – Destaque Hilton”, que circulou por várias capitais. Realiza exposições individuais nas Galerias Saramenha (Rio de Janeiro), Oscar Seraphico (Brasília) e Bonfiglioli (São Paulo). Executa painel para o Sesc Vilanova, em São Paulo. É convidado para integrar a representação brasileira na Bienal de Paris.
1981
Individuais nas Galerias Bonino (Rio de Janeiro), Casa Grande (Goiânia) e Momento (Curitiba). Realização do filme Claudio Tozzi em 35mm, de Fernando Coni Campos, com roteiro de Fábio Magalhães, projetado em várias capitais. Integra a exposição “Do moderno ao Contemporâneo”, Coleção Gilberto Chateaubriand, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Recebe prêmio Pirandello de artes Plásticas. Integra a representação brasileira na Bienal de Medellín, na Colômbia com Arcângelo Ianelli e Tomie Ohtake.
1982
Individual na Galeria Paulo Figueiredo, onde apresenta as pinturas e objetos denominados Colcha de Retalhos. É convidado para Festival de Inverno, expondo pinturas no Auditório Campos do Jordão. Integra a mostra “Esporte e Sociedade Brasileira”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Participa da mostra de pintura brasileira na Kouros Gallery, em Nova York.
1983
Exposição individual na Galeria São Paulo. Participa do evento “Arte na Rua”, executando outdoor na avenida Sumaré, organizado pelo Museu de arte Contemporânea de São Paulo.
1984
Realiza exposição individual na Galeria São Paulo, onde apresenta a série Passagens. É convidado para fazer o símbolo do Carnaval de São Paulo. Participa de exposição coletiva internacional no Gelsenkirchen Museum, na Alemanha. Integra as mostras “Retrato e Auto-Retrato da Arte Brasileira – Coleção Gilberto Chateaubriand”, no Museu de Arte Moderna de São Paulo; “Viva a Pintura”, na Petite Galerie e “Paredes Casa Vogue”, no Museu de Arte de São Paulo. Olívio Tavares de Araújo realiza o documentário Claudio Tozzi, em vídeo, sobre sua obra. Integra a mostra “Tradição e Ruptura”, na Bienal de São Paulo.
1985
Individual na Galeria GB do Rio de Janeiro e no Centro Cultural de São Bernardo do Campo. Integra a mostra “Caligrafias e Escrituras” na Funarte, no Rio de Janeiro, e a mostra “Releituras”, na Pinacoteca do Estado e na Bienal de São Paulo.
1986
Realiza exposição individual na Galeria Montesanti (São Paulo e Rio de Janeiro), Galeria Gesto Gráfico (Belo Horizonte), Galeria Inês Fiúza (Fortaleza), Galeria Contemporânea (Campo Grande) e na art Studio em Nova York. Integra a representação brasileira na Bienal de Havana.
1987
Participa do evento “Gesto Alucinado” no Rio Design Center, Rio de Janeiro, e no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. Realiza individual de pinturas no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí.
1988
Realiza exposições individuais na Galeria Montesanti (São Paulo e Rio de Janeiro), Galeria Mônica Filgueiras de Almeida (São Paulo), no Escritório de Arte da Bahia e Prova do Artista (Salvador). Participa da exposição “Figura e Objeto – 63 a 66” na Galeria Milan, em São Paulo. Integra a mostra “Os Ritmos e as Formas – Arte Brasileira” no Sesc Pompéia, São Paulo.
1989
Participa do concurso para execução de painel no Palácio dos Bandeirantes e do evento “Arte em Jornal” publicado no Jornal da Tarde, em São Paulo. Integra a mostra de arte brasileira “Modern Brasilianski Biledkunst”, na Dinamarca. É convidado para executar painel na Estação Barra Funda do metrô paulistano. São publicados dois livros retrospectivos de sua obra: Obra em Construção – 25 Anos de Trabalho de Claudio Tozzi, de Fábio Magalhães e Claudio Tozzi – O Universo Construído da Imagem, de Jacob Klintowitz.
1990
É convidado para a exposição “Façades Imaginaires” em Grenoble, França. Participa da mostra “Grandes Formatos” no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1991
Integra a II Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, em Fortaleza. Tem sala individual na XXI Bi