Cláudio Mubarac (1959) Gravador. Luiz Cláudio Mubarac (Rio Claro SP 1959) forma-se em artes plásticas em 1982 e conclui doutorado em 1998, pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Estuda gravura com Evandro Carlos Jardim e Regina Silveira. Desde 1985, é professor de gravura na Fundação Armando Álvares Penteado. Coordena o Atelier Livre de Gravura do Museu Lasar Segall a partir de 1989. Freqüenta, como bolsista, o Atelier Tamarind Institute, nos Estados Unidos, em 1993, o London Print Workshop, na Inglaterra, em 1994, e o Civitella Ranieri Center, na Itália, em 1996. Expõe no Panorama de Arte Atual Brasileira, 1980, 1990 e 1997; Bienal de San Juan del Grabado latino-americano y del Caribe, San Juan, Porto Rico, 1986 e 1993; Contemporary Brazilian Printmakers, no London Print Workshop, Londres, 1994; Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, em São Paulo e no Rio de Janeiro, 1994, entre outros eventos.
NASCIMENTO
1959 - Rio Claro SP - 27 de setembro
FORMAÇÃO
1982 - São Paulo SP - Gradua-se em artes plásticas pela ECA/USP
1998 - São Paulo SP - Conclui doutorado pela ECA/USP
1993 - Estados Unidos - Bolsista no Atelier Tamarind Institute
1994 - Londres (Inglaterra) - Bolsista no London Print Workshop
1996 - Umbria (Itália) - Bolsista no Civitella Ranieri Center
LOCAIS DE VIDA
1978 - São Paulo SP - Fixa-se em São Paulo
ATIVIDADES EM ARTES VISUAIS
Gravador
1985 - São Paulo SP - Leciona gravura na Faap e no Atelier de Gravura do Museu Lasar Segall
1989 - São Paulo SP - Coordena o Atelier Livre de Gravura do Museu Lasar Segall
1994/1995 - São Paulo SP - Professor conferencista de gravura da ECA/USP
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
1990 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1992 - São Paulo SP - Individual, Programa de Exposições do CCSP, no Pavilhão da Bienal
1993 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1995 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1997 - São Paulo SP - Individual, na galeria Adriana Penteado Arte Contemporânea
1997 - São Paulo SP - Individual, no CCSP
1998 - Uberlândia MG - Individual, na Casa de Idéias
1998 - São Paulo SP - Individual, no CCSP
1999 - Bruxelas (Bélgica) - Individual, na La Maison du Brésil
1999 - Berlim (Alemanha) - Cláudio Mubarac, no Instituto Cultural Brasileiro na Alemanha
1999 - São Paulo SP - Individual, na Valu Oria Galeria de Arte
1999 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Fundação Casa de Rui Barbosa
1999 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Espaço Sérgio Porto
EXPOSIÇÕES COLETIVAS
1980 - São Paulo SP - Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1981 - São Paulo SP - Gravura Jovem, no MAC/USP
1981 - São Paulo SP - Coletiva de Gravura em Metal, na Galeria Sesc Paulista
1981 - Piracicaba SP - 14º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba
1982 - Curitiba PR - 5ª Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura - premiado
1982 - São Paulo SP - Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
1983 - Biella (Itália) - Premio Internazionale Biella per I’Incisione
1983 - China - International Print Exhibition: ROC
1984 - São Paulo SP - Gravura: Buti, Hashimoto e Mubarac, no MAC/USP
1984 - São Paulo SP - Da Paisagem da Figura: Paulo Pasta e Cláudio Mubarac, no Espaço Cultural DHL
1985 - São Paulo SP - Arte Jovem Paulista, Revista Arte em São Paulo, na Galeria São Paulo
1985 - São Paulo SP - Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Pinacoteca do Estado
1986 - San Juan (Porto Rico) - Bienal de San Juan del Grabado latino-americano y del Caribe
1987 - Liubliana (Iugoslávia - atual Eslovênia) - Bienal Internacional de Gravura
1987 - São Paulo SP - Cláudio Mubarac e Ivanir Cozeniosque, na Galeria Sesc Paulista
1987 - São Paulo SP - Cinco Jovens Paulistas, no Espaço Cultural 2001
1988 - São Paulo SP - Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
1988 - Catânia (Itália) - Mostra Internazionale di Grafica
1990 - Amadora (Portugal) - Bienal de Gravura de Amadora
1990 - São Paulo SP - Coletiva de Gravuras, no CCSP
1990 - São Paulo SP - Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1990 - Grécia - 2ª Mediterranean Bienale of Grafic Art
1990 - Curitiba SP - 9ª Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura
1992 - Curitiba PR - 1ª Mostra América de Gravura, no Museu da Gravura - prêmio aquisição
1992 - Curitiba PR - Destaques da Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura
1992 - São Paulo SP - Destaques da Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, no MAC/USP
1992 - Rio de Janeiro RJ - 13 Artistas Paulistas, no MAM/RJ
1992 - São Paulo SP - Gravadores, no Espaço Namour
1992 - São Paulo SP - Anos 90: exposição de acervo, no MAC/USP
1993 - Liubliana (Eslovênia) - Bienal Internacional de Gravura
1993 - San Juan (Porto Rico) - Bienal de San Juan del Grabado latino-americano y del Caribe
1994 - Brasília DF - Primeira Revisão da Gravura: gravura paulista, na Galeria Rubem Valentim
1994 - Curitiba PR - 11 Artistas Gravadores Brasileiros e Britânicos, no MAB/Faap
1994 - São Paulo SP - 11 Artistas Gravadores Brasileiros e Britânicos, no Museu da Gravura
1994 - São Paulo SP - Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi
1994 - Rio de Janeiro RJ - Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, no MAM/RJ
1994 - Albuquerque (Estados Unidos) - Do Brasil, Alex Cerveny & Cláudio Mubarac, no Museum of Fine Arts, The University of New Mexico
1994 - São Paulo SP - Anos 90, no CCSP
1994 - Londres (Inglaterra) - Five Contemporary Brazilian Printmakers, na Hardware Gallery e no London Print Workshop
1995 - São Paulo SP - Gravura Paulista, na Galeria de Arte São Paulo
1995 - Belo Horizonte MG - Imagem Derivada, no MAP
1995 - São Paulo SP - Goeldi: nosso tempo, no MAB/Faap
1995 - Curitiba PR - 2ª Mostra América de Gravura, no Museu da Gravura
1995 - São Paulo SP - Projeto Tamarind, no MAC/USP
1995 - Recife PE - Projeto Tamarind, no Espaço Cultural Banbepe
1995 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Tamarind, na Galeria da EAV/Parque Lage
1995 - Porto Alegre RS - Projeto Tamarind, no Atelier Livre de Porto Alegre
1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira Contemporânea: doações recentes, no MAM/SP
1996 - São Paulo SP - Pluralidade, no MAM/SP
1997 - Portland (Estados Unidos) - International Print Exhibition, no Museu de Arte de Portland
1997 - São Paulo SP - Pequenos Formatos, na Valu Oria Galeria de Arte
1997 - São Paulo SP - Panorama de Arte Brasileira, no MAM/SP
1997 - Curitiba PR - A Arte Contemporânea da Gravura, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba
1998 - Rio de Janeiro RJ - Pensar Gráfico: A Gravura da Linguagem, no Paço Imperial
1998 - São Paulo SP - A Gravura como Escultura, no MAM/SP
1998 - Caracas (Venezuela) - Gráfica: dos tiempos un espacio, na Galería Espiral de la Escuela de Artes Visuales
1999 - São Paulo SP - Litografias - Tamarind Institute, no CCSP
1999 - Rio de Janeiro RJ - Litografias - Tamarind Institute, na Galeria de Arte do Ibeu
1999 - São Paulo SP - Uma Roça, um Oásis, o Ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall, no Museu Lasar Segall
1999 - Liubliana (Eslovênia) - Bienal Internacionala de Gravura 2001 - São Paulo SP - Carlos Zilio e Cláudio Mubarac, no Tusp
EVENTOS ITAÚ CULTURAL
2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural
TEXTOS CRÍTICOS
"Ao perceber e intuir a gravura em sua essencialidade e aproximá-la pela prática a um projeto pessoal de trabalho mais amplo, Cláudio Mubarac justifica sua escolha ao elegê-la como seu meio de expressão por excelência. Desde os primeiros ensaios, em que o 'assunto' e a fantasia pareciam competir com as qualidades técnicas e estéticas na concepção de suas estampas, uma consciência dos recursos de linguagem e dos valores inerentes à gravura de todos os tempos já se impunham de forma surpreendente em sua obra nascente e depois extensa, que naquele momento apenas se iniciava. Desde o Pentágono do Cactus, de abril de 1978, uma água-forte de pequeno formato que ainda dividia, mas já revelava essa clareza e consciência gráfica, até a figura do crânio e do corpo humano representado e significado em sua estrutura óssea - e mais recentemente as figuras de planos incisos e iluminados por uma espécie de luz metálica e imanente, um interessante percurso foi delineado, revelador de extraordinária acuidade gráfica. Ao questionar a gravura hoje, na dicotomia matriz-estampa, Cláudio Mubarac cria novos procedimentos, inventa suportes. Revisita a gravura e sua história, sua razão de ser e sua permanência no tempo como fenômeno estético, pelo desdobramento de tantas práticas e procedimentos, cuja origem ainda reside em seu próprio cerne ao se manifestar a cada vez pelo gesto do corte e revelação da linha. Ciente de seu tempo, seu trabalho torna legítima a presença e a importância da gravura e da estampa na arte contemporânea. "
Evandro Carlos Jardim - maio de 1996 - GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende; design Rodney Schunck, Ricardo Ribenboim; fotografia da capa Romulo Fialdini. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000, p. 162.
DEPOIMENTOS
"Venho colecionando essas imagens há alguns anos. Dar forma às minhas observações, enunciar esses objetos, fundi-los às minhas vontades. Algumas gravuras são fruto de desenhos ou de grupo de desenhos, outras são construídas diretamente sobre a matriz. Às vezes, sinto-me preenchendo um álbum de figurinhas, como os muitos que preenchi na minha infância, tão próxima e já tão irreal.
Mostro aqui algumas páginas deste álbum, que nunca ficará completo. Os assuntos são simples: retratos, figuras, flores, pequenas paisagens, objetos, animais. Mas é o seu relacionamento o que me interessa e principalmente a intimidade que eu possa ter com eles, para assim torná-los também íntimos a quem os vê. "
Luiz Cláudio Mubarac - 1984 - GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende; design Rodney Schunck, Ricardo Ribenboim; fotografia da capa Romulo Fialdini. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000, p. 162